Sábado

18.NOV

BOM DIA



Pablo Ferreira - membro da SPV
A minha rima está para a poesia/ Como a rabeca está para o violino./ De um se tira suave melodia/ Da outra, estridente desafino/ A poesia é digna do melhor artesão/ Que do seu talento esculpe um santuário barroco./ Minha rima é barraco de invasão/ Feito às pressas, sem chapisco nem reboco./ Jogo a culpa no meu signo, por deixar tudo pela metade./ Já imprimi no meu cartão, sou "especialista em generalidades"/ Tal comportamento tem sua razão, pois de duas coisas me livro/ A expectativa dos outros e a sensura do meu crivo.

WAD